A Alta-Costura do Cadáver: Moda, Classe, Tempo, e os Mortos-Vivos em Fome de Viver
DOI:
https://doi.org/10.31211/interacoes.n39.2020.a7Palavras-chave:
vampiro, moda, Fome de Viver, morto-vivo chic, couture de cadáverResumo
Quando visto através das lentes da alta costura e do sistema de classes, o retrato contemporâneo do vampiro como icónico tanto na esfera sociopolítica como na estética, e como ícones de vários estilos de vida subalternos, exteriores, ou aquilo a que chamo estilos de vida "demimondeur", subculturas e os estilos/modas que os acompanham, oferece um quadro analítico interessante através do qual se pode examinar a relação dialógica entre ideologia, tempo, moda e classe. Referindo-se ao pensamento marxista sobre o capitalismo vampírico na sua relação com o tempo, este capítulo discutirá as questões e debates em torno do retrato da figura do vampiro como o que teorizarei ser um "puro consumidor", simultaneamente elite sociopolítica e forasteiro sociopolítico, e a sua figuração tanto da atemporalidade como da espúria da ideologia em Fome de Viver (1983). Referindo-se à couture pós-punk Bauhaus ou ao estilo dos mortos-vivos do filme, a metodologia deste trabalho será a de realizar uma leitura atenta do filme como um estudo de caso, focando o seu envolvimento com dimensões sociopolíticas e culturais, e com os fenómenos de riqueza, estilo, privilégio e tempo (atemporalidade).
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