Pulsão de Mal, Pulsão de Morte

  • Clara Pracana Instituto Superior Miguel Torga
Palavras-chave: O problema do mal, pulsão de morte, pulsão de mal, prazer na vida, destruição, auto-destruição

Resumo

Pulsão de morte, um dos conceitos mais controversos da teoria psicanalítica de Freud, não é a morte como o fim da vida, mas a vontade de destruir o prazer na vida, constituindo, simultaneamente, auto-destruição e a destruição dos outros. É neste sentido que o mal, como aquilo que nos leva a negar as possibilidades da vida, se identifica com a pulsão de morte. O mal é uma pulsão em si próprio, mas pulsão de morte e pulsão de mal não são uma e a mesma coisa, considerando o mal como a força destrutiva que alimenta a pulsão de morte em direção a si próprio e aos outros. Isto implica ter em conta que a pulsão de morte é individual, mas pode igualmente ser a energia destrutiva de toda uma sociedade que, num determinado ponto, arrasta outras sociedades e países para a sua própria morte.

 

Evil Drive, Death Drive

Death drive, one of most controversial concepts in Freud’s psychoanalytical theory, does not mean death as the end of life, but the will to destroy the plea- sure in life, representing, simultaneously, self-destruction and the destruction of others. It is in this sense that evil, as that which leads us to negate the possi- bilities of life, equates with the death drive. Evil is in itself a drive, but the death drive and the evil drive are not the one and the same thing, considering evil as the destructive force that feeds the death drive towards oneself and others. is implies taking into account that death driven by evil is individual, but it can equally be the energy of an entire society, which, at a given point, drags other societies and countries into its own death.

Keywords: e problem of evil, death drive, evil drive, pleasure in life, destruc- tion, self-destruction. 

Publicado
2015-06-30
Como Citar
[1]
Pracana, C. 2015. Pulsão de Mal, Pulsão de Morte. Interações: Sociedade e as novas modernidades. 28 (Jun. 2015).
Edição
Secção
Artigos

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