Investigação Sociológica sobre o Futebol de Várzea na Comunidade São Gonçalo Beira Rio em Cuiabá/MT

  • Francisco Xavier Freire Rodrigues Universidade Federal de Mato Grosso
  • Allan Kardec Pinto Acosta Benitez
Palavras-chave: futebol de várzea, Cuiabá/MT, manifestação cultural, lazer

Resumo

O texto apresenta resultados de uma pesquisa sobre o futebol de várzea em Cuiabá/MT. O objetivo da investigação é estudar o futebol de várzea como mediador da cultura e das relações sociais na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá/MT. Pretende-se também: a) apresentar e analisar as estratégias de fundação dos times de futebol amador na Comunidade São Gonçalo Beira Rio; b) descrever e entender os aspectos organizacionais do futebol de várzea na comunidade investigada; c) analisar as formas/manifestações de relações, conflitos, embates e contradições entre os times de futebol daquela comunidade. Que papel teria o futebol de várzea na mediação das diferenças locais, que maneiras de fazer sua prática interatuam e modificam o espaço e as relações? A História de Vida foi o método utilizado, tendo como técnica de coleta de dados entrevistas semiestruturadas, registradas durante a pesquisa de campo. O futebol de várzea desempenha papel de mediação cultural na comunidade pesquisada, sendo veículo de interação social, produtor de aproximações e conflitos sociais, culturais e políticos. Aprofundamos mais ainda, ao deparar-nos com intensa participação da comunidade ao redor do campo de futebol de várzea, observando – por exemplo – que a vida na e da comunidade São Gonçalo Beira Rio, como pudemos constatar, ganhava outro ritmo nos dias de jogos, e o cotidiano da rotina caseira quebrava-se e transformava-se em outras rotinas que o campo de futebol exigia dos moradores.

Publicado
2018-12-31
Como Citar
[1]
Rodrigues, F. e Benitez, A. 2018. Investigação Sociológica sobre o Futebol de Várzea na Comunidade São Gonçalo Beira Rio em Cuiabá/MT. Interações: Sociedade e as novas modernidades. 35 (Dez. 2018), 101-133. DOI:https://doi.org/10.31211/interacoes.n35.2018.a5.
Edição
Secção
Artigos