Uma Época de Personalização pela IA & Self(ie) Vigiliância

  • Chris Campanioni The Graduate Center/CUNY
Palavras-chave: media social, AI, selfie, vigilância, reconhecimento facial, fama

Resumo

Qualquer discussão sobre as invisibilidades sociais geradas pela Internet requer, necessariamente, mais estudos, sobre a forma como a visibilidade, enquanto norma cultural crescente, produziu novas desigualdades na vida real. Este artigo combina pesquisa auto-etnográfica, análise social dos media e análise de dados com áreas teóricas, tais como a fenomenologia e a psicologia, para investigar globalmente a nossa cultura atual de IA – catfishing, métricas de media social e manipulação de métricas.

O meu artigo levanta questões sobre a re-materialização de divisões e desigualdades digitais no “mundo offline” através da referência a técnicas de autovigilância e vieses algorítmicos para mostrar que estamos à mercê desses preconceitos infligidos pela IA, mas também cúmplices na sua reprodução, seja através da coerção governamental, seja através das nossas próprias normas e regras culturais. Descrevo a nossa relação com a tecnologia da música, de forma a delinear uma trajetória de desconexão sensorial e comunidade co-produzida - uma estrutura para entender os fenómenos culturais atuais e a ética dos dados distribuídos, a privacidade e a representação dos nossos corpos como um novo tipo de transação e moeda. A ascensão das notícias falsas é recontextualizada dentro do crescimento generalizado de falsos utilizadores: as várias imitações do eu, especialmente através da IA.

Publicado
2018-09-30
Como Citar
[1]
Campanioni, C. 2018. Uma Época de Personalização pela IA & Self(ie) Vigiliância. Interações: Sociedade e as novas modernidades. 34 (Set. 2018), 9-22. DOI:https://doi.org/10.31211/interacoes.n34.2018.a1.
Edição
Secção
Ensaios